domingo, 6 de dezembro de 2009

À procura do ritmo...

Continuo à procura do ritmo certo para os treinos de endurance aeróbica. Ainda não o encontrei, mas vou-me aproximando lentamente...

Desde que comecei a fazer os primeiros treinos de corrida que tinha noção que estava a trabalhar acima do registo aeróbico. A respiração era demasiado acentuada... Não me preocupei demasiado porque de qualquer forma estava ir a uma ritmo lento e já não corria há muito tempo.

Nestas 2/3 semanas tenho melhorado bastante. Consigo correr ao mesmo ritmo, mas com uma respiração mais pausada. Ainda assim, sentia frequentemente as pernas doridas no dia seguinte e controlava ansiosamente o cronómetro à espera do fim...

Não tinha por hábito controlar o ritmo cardíaco no final do exercício, mas resolvi fazê-lo no outro dia.
(Ainda) Não tenho monitor cardíaco - o que daria algum jeito, nomeadamente, durante o treino- mas nem tudo está perdido. Estas coisa já se faziam antes de inventarem aparelhos que custam algumas centenas de euros. Cronómetro, mãozinha no pescoço...

Ao fim de 35 minutos de corrida: 160 bpm. Fonix, pensei eu - e nem sequer me sentia muito ofegante. Não sei exactamente qual a minha frequência cardíaca máxima, mas pareceu-me que estava obviamente fora da zona aeróbica. Um minuto depois (mais ou menos) medi novamente e tinha descido para os 120 bpm. Isto pareceu-me melhor, mas não consegui encontrar valores de referência para a recuperação.

Fui reflectir.

No treino seguinte (ontem), que seria 40 minutos de corrida contínua, resolvi o óbvio: correr mais devagar, tentando regular o ritmo pela minha respiração. No fim: 140 bpm. Mas a principal diferença é que estava num ritmo de cruzeiro que poderia sustentar para "sempre" - pelo menos mais uns kms :). Sentia-me bem. Estava a queimar gordurinha. E isso, por enquanto, ainda tenho para dar e vender.

E a recuperação também correu muito melhor. Neste caso, também devido a outros factores, como a alimentação. Hoje sentia-me com vontade de correr. Ainda me escapuli à tarde para fazer mais um hora, apesar da chuva.

4 comentários:

  1. Boa Pedro...

    Vamos lá aos acertos...

    Abraço,

    Rui

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  2. Olá,

    Pronto... está tudo estragado, entre o último avanço tecnológico e a mãozinha... há algo no meio que cumpre a função.nPulsação com o mão e o cronometro!!! hummm
    Esse "método" é muito falacioso, mas isso tu já sabes isso não é?
    Para medires 160 é porque tinhas pelo menos mais uns15 BC... digo eu.

    Boas marchas.

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  3. Olá,

    Não será com certeza um método preciso. A ideia era ter um valor aproximado. Mas porque é que dizes que é falacioso? Talvez saibas alguma coisa que eu não sei...

    Na minha juventude, quando fazíamos umas corridas no principio da época (basquetebol) era este o "método". Contávamos durante 15 segundos e extrapolava-se para um minuto. Há sempre uma margem de erro, obviamente... especialmente, porque a matemática tende a falhar quando estamos a 160 bpm :)

    Força no pedal.

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  4. Olá,

    Agora que já tens o último grito tecnológico, experimenta medir com a mão quando andas nas 160.... vais ver que a extrapolação é mais ou menos incorrecta ehehe

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