sexta-feira, 7 de maio de 2010

A dieta e a inflamação

Primeiro que tudo, e mais uma vez, o disclaimer: não nutricionista, duvidem sempre do que eu digo a este respeito, etc.

Desde que comecei esta viagem (já lá vão 9 meses, deve estar para nascer o menino) que tenho sido atormentado pelas mais variadas inflamações: tornozelos, joelhos, tendinites, etc. É dos ténis; é da postura; é genético; é preciso tempo, dá-lhe tempo; mete gelo (esta ajuda).

A verdade é que em desporto de endurance, mais tarde ou mais cedo, alguma coisa há-de inflamar.

Então e a dieta? Terá alguma influência?

Aparentemente, sim. Li-o a umas semanas; e comprovei-o em experiência directa. A inflamação de articulações e tendões poderá ser agravada por uma carência de ácidos gordos ómega-3 (os famosos);  ou melhor, um desequilíbrio excessivo entre a quantidade de ómega-3 e ómega-6 (ambos pertencentes ao grupo dos das gorduras polinsaturadas).
Os ómega-6 estão por todo o lado. São abundantes em determinados óleos vegetais, que, pelos seu baixo custo, são usados na confecção de uma grande número de alimentos processados. E mesmo quem procure evitar grande parte desse tipo de alimentos (como é o meu caso no momento), alguns há-de sempre comer - como por exemplo o pão.

Os ómega-3 são reconhecidamente benéficos para o sistema cardiovascular, impedido a fixação de gorduras saturadas e outras e também um potente anti-inflamatório. Os ómega-3 não conseguem ser sintetizados pelo organismo, tendo que ser ingerido através da alimentação. Fontes de ómega-3: salmão, atum, sardinha, bacalhau e outros peixes de águas frias; nozes; sementes de linhaça. 

Comecei então tentar comer mais peixe (nomeadamente salmão) e experimentei a comprar sementes de linhaça. As sementes de linhaça agradaram-me; podem misturar-se na comida, na salada ou no iogurte; basta uma a duas colheres de sopa por dia (atenção que têm que ser trituradas, senão saiem tal e qual entraram).

O que vos posso dizer é que quase de imediato senti uma melhoria relativamente à inflamação crónica que sentia nos joelhos e que só conseguia conter com aplicando gelo. Não desapareceu completamente, mas está bastante melhor. Corro 60/70 km por sem problemas de maior, o que me abre novas perspectivas.

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