domingo, 25 de julho de 2010

81!

Não foi fácil! É cada vez mais difícil perder peso. A alimentação também não tem sido muito cuidada - ou pelo menos houve mais transgressões que o costume.

Tempo de balanço também. Faz quase um ano que meti na cabeça que iria voltar a pesar 73kg. Lá chegarei. Perdi 27 kg num ano. Mais um ano e chego aos 73kg. Não tenho grande pressa, nem sequer me tenho preocupado muito com o peso. Mas a realidade é que ainda estou gordinho. Um gordinho com uma forma aeróbica razoável.

Em termos de treino tenho progredido bem. Ainda estou nessa fase. Basta treinar consistentemente para melhorar. Chegará o tempo em que isso não bastará... ou talvez não.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Técnica

A técnica, no que diz respeito à corrida, é, regra geral, ignorada. Todas a gente sabe correr, certo? Qual técnica? O futebol tem técnica. O snooker tem técnica. A corrida não. Na corrida corre-se e isso qualquer um sabe fazer.

É isto que pensa a generalidade das pessoas. Especialmente aquelas que não correm. Aquelas que experimentaram e desistiram logo porque lhe fazia doer os joelhos, as costas, pés, o calcanhar. Correr doí - é isso o que pensa a grande maioria das pessoas. 

Entre os que correm, alguns haverá que dão atenção ao tema; outros não. Ou nunca pensaram e sempre lhes saiu bem - o que é perfeitamente plausível -, ou então gastam o seu tempo a pensar que raio de ténis é que hão-de comprar. 
Por outro lado, alguns profissionais, pelo menos os que têm dinheiro e tempo para isso (caso de Paula Radcliff, por exemplo), vão o detalhe de se fazerem filmar com câmaras de alta velocidade, por forma identificar e corrigir pequenas imperfeições no seu movimento. Mas para este senhores e senhoras todos os segundos contam.

De facto, tem de haver uma forma correcta de correr. Para a perceberem basta observarem os vossos filhos ou sobrinhos a correrem. Uma criança de 3 ou 4 anos, com um calçado mínimo, corre na perfeição. Pés a aterrarem bem debaixo do corpo, que está ligeiramente inclinado para a frente a partir dos tornozelos (não da cintura), apoiando em primeiro lugar o ante-pé ou o meio do pé (não o calcanhar), e empurrando de seguida o chão para trás, calcanhares bem alto; cadência elevada. Todas as corridas são um sprint, não há qualquer receio: velocidade máxima. Alternativamente podem tentar observar alguns quenianos, que fazem o mesmo. Ou a vocês mesmos a correrem descalços - se não se quiserem aleijar vão fazer qualquer coisa parecida.

Como é que perdemos então este preciso conhecimento? Há quem diga que a culpa é dos sapatilhas desportivas, que incentivam a alongar a passada para a frente e a aterrar no calcanhar almofadado. Há que ter em atenção que esta é uma tendência relativamente recente, que data dos fins dos anos 70. 
Mas não faz sentido: um calcanhar espetado à frente do corpo age como um travão. Já para não falar em todo o impacto que se propaga ao longo corpo e que não pode fazer bem..


Enquanto num dos casos parecemos deslizar sobre o chão, no outro parece que andamos aos trambolhões avançado de ressalto em ressalto.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Nimbus vs Pegasus

Chegou a altura de uma primeira análise comparativa. Comecei a usar os Nimbus à cerca de 3 semanas, já fizeram alguns kms. Não pretendo aqui fazer publicidade a nenhuma das marcas, até porque não precisam, nem me pagam para isso; a minha ideia é transmitir-vos alguma informação útil acerca da minha experiência comparativa com este dois modelos de sapatilhas. Não se esqueçam que é apenas a minha opinião e os meus pés...

Peso: Pegasus 
De longe e com uma perna às costas. Sente-se bem a diferença. Esta é uma diferença de base que tem que ver com as tecnologias utilizadas ar comprimido vs gel. Acho que os Pegasus nem são muito leves, os Nimbus é que são pesados.

Conforto: Pegasus
Refiro-me aqui à forma como assentam nos pés e qualidade da zona superior. Prefiro os Pegasus, mas os Nimbus não são maus. Mas aqui a escolha é amplamente subjectiva e depende dos pés de cada um. Simplesmente assentam melhor nos meus pés. Já experimentei várias vezes os Nike Vomero e não assentam nada bem, parece-me sempre largos à frente...

Arrefecimento: Pegasus
Os Pegasus são mais arejados. Comparativamente, os Nimbus são um pouco mais fechados. Não é factor de exclusão, mas faz alguma diferença nestes meses de Verão.

Amortecimento: Nimbus
10-0. Nem tanto:) Parecem pantufas. Quase não se sente o chão debaixo dos pés. Os Nimbus são realmente melhores. Especialmente se compararmos uns Pegasus com 1000 kms (como os meus), com uns Nimbus novinhos. Mas parece que este também é um problema tecnológico de base: sistema da Nike é mais leve, mas menos durável, rapidamente perde as características. Mas pelo que me lembro... nem quando os Nike eram novos, eram tão bons. 
Poder-se-à, com toda razão, levantar a questão de se este amortecimento todo será bom. Há quem diga que não, que enfraquece gradualmente a musculatura do pé. Eu por mim dispensava um calcanhar tão grande (procuro aterrar com a parte dianteira do pé). Nivelava mais os ténis e retira-lhes uma gramas.

Durabilidade: a ver vamos
O Pegasus duraram bem cerca de 1000 km. A parte superior está impecável. A sola um pouco desgastada. Espero que os Nimbus durem pelo menos o mesmo, mas mantendo o amortecimento.

Conclusões:
Estou contente com o Nimbus, embora em os Pegasus sejam melhores nalguns aspectos. Entretanto, decidi que os Pegasus ainda têm condições para fazer mais uns quilómetros. Vão servir para variar um pouco e não massacrar demasiado os novos.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Zatopek (3)

If you want to run, run a mile. If you want to experience a different life, run a marathon.
Emil Zatopek 


Acho que já sei o que vou pedir para o meu aniversário...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

1º Brevet homologado pelo Audax Club Parisien em Portugal

Para os ultra-ciclistas, de facto ou em potência, aqui fica a grande notícia. 

O Portugal na vertical, produto da carolice de dois bravos do pedal, Pedro Alves e Albano Simões, vai transformar-se no primeiro brevet homolgado pelo Audax Club Parisien em Portugal. Dia 24 de Julho, 600 km, ao que parece, Viana do Castelo-Odeceixe. E para o ano haverá mais: 200, 400, 600 km. Estes brevets servirão de classificação para o Paris-Brest-Paris, um passeio de 1.200 kms.

Há sempre duas maneira de fazer qualquer coisa: ou mais ou menos, sensivelmente, ao estilo; ou como deve ser, que é o caso - e não custa assim tanto, nem é preciso inventar nada. Já no atletismo parece que a nova distância do meio-fundo português será os 9.600 metros...

Sou ciclista de fim-de-semana, mas até quase que tenho vontade de ir!

domingo, 4 de julho de 2010

Ben-u-ron, 9.6 km, 44:50

Começando pelo princípio... que é, regra geral, por onde todas as histórias começam.

Por curiosidade faz hoje um mês que regressei aos treinos depois da pequena mazela que me deixou 3 semanas e tal no estaleiro. Foi um mês bastante consistente em que fui aumentando gradualmente a quilometragem, mas sem exagerar muito (50 e tal km por semana). Também não fiz séries, apenas alguns (poucos) treinos de intensidade média. Ainda assim, a forma foi progredindo, aproximando-se do patamar em que estava antes da lesão.

Tinha a ideia de fazer pelo menos mais uma prova, de preferência 10km, antes que outros eventos felizes me venham condicionar estes luxos. A corrida da Santa Casa, em Lx, a 4 Julho pareceu-me perfeita. O percurso era bastante favorável (leia-se a descer) e achei que me faria bem ao ego.

O ben-u-ron. Então não é, que nem de propósito, na sexta-feira começo com uma bela constipação... ranho por todo o lado, lenços e lenços... completamente congestionado, dores de cabeça... algumas dores no corpo. Será que não há maneira disto começar a correr bem!? Na sexta à noite já não saí para o treino que tinha programado, para ver se a coisa se recompunham. No sábado não teve grandes melhoras, mas estava determinado a ir a esta prova. Um anti-histamínico e um ben-u-ron à noite, outro de manhã e tudo me pareceu bem melhor... Além disso tive o bónus de dois dias sem treinar e pernas frescas.

Cheguei cedo. Levantei o dorsal. Bebi água. Fiz xi-xi. Esperei. Esperei. Por volta das 9 e tal chega um colega de trabalho - desta vez ia ter companhia. Aquecimento, aquecimento. Não era preciso muito que está um calor do caraças.

É então que os altifalante anunciam: não sei quê, não sei quê, alterações de última ou penúltima hora, a prova irá ter apenas 9.6 km (sensivelmente) e não os 10km anunciados. Ora não é caso para uma pessoa se chatear. Tudo isto é uma brincadeira - mesmo tudo. A inscrição até era grátis e ofereciam coisas... havia palhaços, o que é que uma pessoa pode esperar mais?... Na nossa terra é tudo sensivelmente como deve ser. 

Começa a corrida. Primeiro km muito rápido (Parque-Praça de Espanha); era a descer e estávamos frescos: 3:58. Segundo e terceiro (Av.Berna-Av. Republica): 4:33 e 4:27. Quarto e quinto km abrandei um bocado (5:07, 4:47). Estava um calor desgraçado. Tentei beber qualquer coisa no posto de abastecimento, mas a arfar como ia, não é fácil. Sexto km também rápido. Ao sétimo novo abastecimento e uma pequena subida. Estava já bastante rebentado. As pernas não estavam mal, mas FC sempre lá em cima a tocar no tecto (efeitos do calor). Daqui para a frente (do Saldanha aos Restauradores) é sempre a descer e, segundo o plano inicial, voltei a acelerar: 4:33, 4:20.

Tempo final (a fiar-me no relógio da organização que estava por cima da meta e devia estar sensivelmente certo): 44:50. Isto para, sensivelmente, 9.6 km. O que, para, sensivelmente, 10 km daria: 46:42.

Excluindo a distância pouco sensível da prova, a organização pareceu-me bem. 

Há um ano atrás teria dificuldade em correr 100 metros. Pesava mais 26 kg do que agora. Que mais serei capaz de fazer?