quarta-feira, 9 de novembro de 2011

8ª Maratona do Porto

Não poderia pedir muito mais. Cumpridos os três objectivos inicialmente definidos e com um bom bónus: 3:09:18. Record pessoal por quase quarenta minutos, nesta que é a minha segunda maratona. Não estava muito confiante nos dias que antecederam a prova... uma pequena lesão obrigou-me a estar 5 dias sem correr uma semana antes da prova. Mas pelos vistos os 4 meses de treino não desaparecem assim tão rápido.

Antes de passar ao relato - que será curto - uma recomendação: venham correr a maratona do Porto. Embora não tenha grande base de comparação achei muito mais bem organizada do que a de Lx; tendo também um percurso invejável em termos paisagísticos. Deu-me muito prazer correr mesmo ali junto ao mar; subir e atravessar o rio. 

Em relação à minha prova: saí rápido para tentar apanhar o pacer das 3h15 (lembrava-me de Lx e da mossa que me fez correr quase sozinho contra o vendaval que fazia); apanhei-o passado 2 kms mas resolvi continuar. Sentia-me bem e aproveitei a descida da Av. da Boavista para fazer os primeiros 5kms em 21:09 (tempos do garmin). Passei aos 10km com 42:36, já com a escolta do Rui Pena que fez o percurso de bicicleta - muito me ajudou a sua companhia, obrigado! Depois de nos separarmos da family race comecei pela primeira vez naquela manhã a pensar... tenho que me poupar... a segunda parte será muito mais difícil do que a primeira... e optei então por seguir na peugada de um colega de pelotão que também ia num ritmo certinho e que me convinha. Ia controlando os tempos de passagem a cada 5km (não me preocupei muito com o garmin) e constatando que tinha uma boa margem para ainda conseguir fazer 3:10. E eu sabia que iria precisar dessa margem. Segundo o registo da organização passei à meia-maratona com 1:33. Por volta dos 24/25 kms desaparecem as facilidades: ainda estamos longe da meta e já temos muitos kms nas pernas; mas sentia-me ainda bastante sólido. Começo a ultrapassar alguns atletas, mas não sou eu que vou mais depressa - os outros é que vão mais devagar. Entre os 30 e 37kms devo ter ultrapassado umas dezenas deles. Os últimos dez kms de uma maratona nunca serão fáceis. Para além do cansaço natural, comecei também a sentir algum incómodo no gémeo da perna direita (onde me tinha magoado antes da maratona), mas nada que me impedisse de seguir. Só quando cheguei à foz, a partir do km 38, é que quebrei ligeiramente. Com uma ligeira brisa de frente, baixei o meu ritmo para os 4:40/km e contei-me a seguir atrás de um pequeno grupo, que acabei por alcançar lá mais à frente. Os dois últimos kms foram realmente sofridos, mas lá me aguentei.
Como em muitas outras coisas na vida, nem sempre a primeira vez é a melhor. E esta segunda maratona foi bem boa! 

Sempre que corro uma maratona lembro-me do meu pai, que já faleceu. Não consigo explicar exactamente porquê... nem preciso. Dá-me muita força. Por isso: esta foi para ti, Pai.