domingo, 28 de abril de 2013

Ponto de situação

Como havia dito, decidi experimentar nesta primeira parte do ano um novo plano de treino, com maior ênfase nos treinos de intensidade (intervalados e contínuos). Foi uma adaptação do plano de treinos para maratona dos Hanson's. O objectivo era tentar ficar mais rápido, melhorar as minhas melhores marcas nos 10km, 15km e meia-maratona; mas também perceber como é que o meu corpo (e mente) reagia a este novo plano de treino.

Até aqui incluía treinos intervalados apenas durante a últimas semanas do plano de maratona, na fase de pico. Parecia-me ser necessário e suficiente, mas o facto do ano passado ter sido de relativa estagnação em termos de 'melhores marcas', aguçou a minha curiosidade sobre outras abordagens ao treino.

Durante os últimos meses fiz muito mais treinos intervalados do que o habitual (para mim). A rotina semanal (nem sempre cumprida) incluía: um treino intervalado (intervalos entre os 400 e 1600m) perfazendo cerca de 5km de volume total de intervalos, corridos a ritmo de 5k (no meu caso, entre os 3:50 e os 4:00/km); um treino contínuo intensivo (entre 6 e 11km) a ritmo de meia-maratona (4:10/km). Numa segunda fase os intervalos tornaram-se mais longos (entre 1.6 e 4.2km) perfazendo cerca de 9-10km de volume total, mas corridos um pouco mais lentamente (4:05/km). Usei também provas de 10 e 15km em substituição dos treinos contínuos intensivos. Em termos de volume semanal, andei por volta dos 70km, apenas com uma semana nos 90km. Os treinos longos nunca foram para além dos 23km. Esta adaptação acabou por ser um pouco mais dura do que o plano original - embora tenha menos volume, tem mais intensidade...

Resultado: em parte, funciona. Consegui melhorar os meus melhores tempos para os 10 e 15km em cerca de 1 minuto - é indesmentível. O que aprendi por outro lado foi que o meu corpo (e mente) não gostou muito de tão prolongado período de treinos de intensidade. Ao fim de 9-10 semanas sentia-me mentalmente exausto, não me apetecia ir correr... faltava-me apenas uma meia-maratona para completar o ramalhete, mas decidi abortar o plano.

Estou numa fase de transição e começo já a pensar na maratona de Lisboa (6 de Outubro). Ainda estou indeciso relativamente ao tipo de plano de treinos que vou adoptar.